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Aproveitando a realização
da TEKTÓNICA 2009 durante o período de 19 a 23 de Maio, a APEB decidiu
organizar um seminário sobre Adjuvantes para Betões e Argamassas, no dia 21
de Maio, no Centro de Reuniões da FIL, no Parque das Nações, que contou com
a presença de mais de 130 participantes oriundos dos principais sectores da
construção interessados nesta temática, com destaque natural para a
indústria de betão pronto.
Do programa técnico
constavam 8 apresentações a cargo de oradores seleccionados pelas principais
empresas produtoras de adjuvantes com actividade em Portugal, e que se
constituem presentemente como membros aderentes da APEB, designadamente: a
BASF, a CHRYSO, a GRACE, a LUSOMAPEI e a SIKA.
A
utilização dos adjuvantes em betões e
argamassas é actualmente indissociável da obtenção de objectivos, não apenas
de ordem técnica, inerentes ao desempenho e durabilidade daqueles materiais
de construção, como também à racionalização dos custos subjacentes à
produção e sustentabilidade das construções.

Vivendo-se presentemente um
cenário económico desfavorável, no âmbito do qual o sector da construção se
debate face às adversidades de uma conjuntura difícil e persistente,
torna-se ainda mais relevante compreender e conhecer adequadamente as
diferentes questões que envolvem uma óptima selecção e aplicação dos
adjuvantes, numa perspectiva que possa contribuir inequivocamente para
aumentar a competitividade e o desempenho dos betões e argamassas no mercado
da construção civil e obras públicas.
Considerando as limitações decorrentes da
necessidade de gerir de forma sustentada, os recursos disponíveis como
matérias primas para o fabrico de betões e argamassas, a optimização do
aproveitamento de materiais alternativos e a evolução contínua que o mercado
da produção de adjuvantes disponibiliza, exigem que as indústrias de betão
acompanhem atentamente esta dinâmica, de forma a melhor potenciarem e
implementarem as vantagens e benefícios que lhes são apresentados.
Neste sentido, procurou-se com este
seminário proporcionar à comunidade técnica e industrial do meio construtivo
nacional, a oportunidade de adquirir um maior conhecimento sobre um lote de
aspectos fundamentais subjacentes à correcta utilização tecnológica dos
adjuvantes na produção de betões e argamassas, através da abordagem e
clarificação de questões essenciais, adiante listadas de acordo com a
sequência da sua exposição, como:
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As intervenções efectuadas sobre os temas
anteriormente assinalados estiveram a cargo de representantes das empresas
já mencionadas, nomeadamente:
- Eng.º David Amago, licenciado em Engª Civil,
Chefe do Departamento Técnico da Grace Ibérica, especialista em áreas
relacionadas com a reologia do betão e com o binómio Cimento/Adjuvante, que
apresentou os temas 1 e 5.
- Dr. José António Lopez, licenciado em
Ciências Químicas, do Departamento Técnico Admixture Systems, da BASF, autor
da comunicação 2.
- Dr.ª Nídia Dias, licenciada em Química e
mestre em Engª Civil, Directora Técnica e Directora da Unidade de Negócio da
SIKA Portugal, que abordou o tema 3.
- Engª Ignazio De La Fuente, licenciado em
Química Inorgânica, Director Técnico da CHRYSO Aditivos para Espanha e
Portugal, que apresentou os temas 4 e 7.
- Eng.º Juan Manuel Pereira, Licenciado em
Engenharia Industrial, com doutoramento em Betões especiais na Universidade
Politécnica de Madrid, Chefe do departamento Técnico da IBERMAPEI, que falou
sobre o tema 6.
- Eng.º Alberto Caballero, Gestor de produto
da Divisão de Argamassas da BASF.
A abertura, condução e encerramento do
programa e do Seminário esteve a cargo do Secretário Geral da APEB, Eng.º
Jorge Santos Pato, que sublinhou a importância crucial que a família dos
Adjuvantes tem actualmente para a indústria do Betão, qualquer que seja a
forma como este material é produzido, transportado e colocado, devendo
satisfazer os requisitos de ordem tecnológica, cada vez mais ambiciosos e
exigentes, numa perspectiva simultaneamente técnica, economicista e
ecoeficiente.
Deste modo, e sabendo-se que actualmente
mais de 80% dos betões produzidos recorrem à introdução de adjuvantes, há
necessidade de ter bem presente que os objectivos fundamentais que presidem
à missão daqueles materiais, são de cariz técnico, económico, ambiental e de
sustentabilidade efectiva, compromissos que devem ser garantidos
cumulativamente ao desiderato de assegurar não só as propriedades e
desempenho do betão nos estados fresco e endurecido, como é habitual, mas
também a sua durabilidade e a das estruturas que incorpora.
O futuro da indústria do betão, e em
particular os sectores do betão pronto e da prefabricação, vão exigir uma
maior e mais intensa interacção entre os seus agentes e os produtores de
adjuvantes alinhados em estratégias comuns de estreita cooperação e
actuação, desde a origem da concepção dos empreendimentos, procurando estar
presentes de forma activa e pedagógica na fase da especificação e definição
da obra.
A grande diversidade e rápida evolução da
indústria dos adjuvantes oferece não só novos produtos e possibilidades,
como permite binómios qualidade/custo bastante compensadores. Hoje em dia,
não tem sentido afirmar que existem bons ou maus adjuvantes, mas sim
pesquisar, ensaiar e seleccionar criteriosamente o adjuvante mais adequado e
funcional para a utilização em vista. Para tal, há que aprofundar o
conhecimento das matérias relevantes subjacentes à incorporação correcta
daqueles produtos no betão, dominando devidamente a informação sobre os
mecanismos de actuação, interacção com os ligantes e adições, efeitos a
curto e longo prazo, (in)compatibilidades com outros
constituintes/materiais, sinergias possíveis, etc.
Se o Betão tem potencialidades para
continuar a ser o material estrutural de excelência na construção em
Portugal, a verdade é que muito do seu sucesso depende cada vez mais do
recurso aos Adjuvantes, podendo aceitar-se afirmação semelhante para o campo
das Argamassas.
Nestes termos, e como o testemunha este
seminário agora realizado, a proximidade institucional criada no seio da
APEB, entre os principais produtores de ambos os materiais acima referidos,
constituiu um passo fundamental para a satisfação de objectivos comuns, não
só a ambas as indústrias, mas também aos próprios utilizadores finais.

Esta iniciativa colheu dos organizadores e
participantes um consenso global muito favorável, que nos entusiasma a
repetir esta acção num futuro próximo, dada a adesão e interesse
manifestados pelos diferentes agentes da comunidade técnica ligada ao betão.
Regista-se igualmente com agrado, o apoio e
colaboração dados pela AIP, entidade da qual a APEB é associada, e pela FIL,
a quem manifestamos o nosso maior apreço pelo empenho evidenciado junto da
organização deste seminário.
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